A disputa pelo Governo do Paraná ganhou mais um capítulo nos bastidores. O PSD e o governador Ratinho Junior decidiram recorrer à Justiça Eleitoral para impedir que a pré-campanha do senador Sérgio Moro utilize a imagem do governador em materiais políticos e eventos eleitorais.
A ação foi protocolada após o evento realizado por Moro em Curitiba, no fim de maio, que reuniu lideranças da direita e marcou o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio Iguaçu.
Segundo o PSD, a exibição de imagens de Ratinho Junior durante o encontro poderia transmitir ao eleitorado a impressão de que existe uma aproximação política entre o governador e Moro. O partido sustenta que Ratinho já definiu seu apoio ao secretário Sandro Alex, escolhido para representar o grupo governista em 2026.
Nos bastidores, porém, a movimentação foi interpretada como mais um sinal da preocupação do PSD com o avanço de Moro nas pesquisas eleitorais. Enquanto o senador lidera praticamente todos os levantamentos divulgados até agora, Sandro Alex ainda busca consolidar seu nome junto ao eleitorado estadual.
A situação se torna ainda mais delicada porque parte significativa dos eleitores que aprovam a gestão de Ratinho Junior também demonstra simpatia pela candidatura de Moro. Esse cruzamento de eleitorados tem sido observado por analistas políticos desde o início das pesquisas para o Governo do Estado.
Aliados do senador evitam alimentar qualquer conflito com o governador. Desde que se filiou ao PL, Moro tem adotado um discurso de respeito à atual gestão estadual e evitado críticas diretas ao Palácio Iguaçu.
A estratégia é clara: manter abertas as portas para uma eventual composição política futura e disputar o eleitorado governista sem transformar Ratinho em adversário.
O episódio também evidencia uma realidade que começa a aparecer nas pesquisas. Enquanto Moro aparece consolidado com capital político próprio, o PSD trabalha para transferir a popularidade de Ratinho Junior para Sandro Alex, missão considerada fundamental para manter o grupo no comando do Paraná após 2026.
Por enquanto, a batalha segue nos tribunais e nos bastidores. Mas a ação judicial mostra que a corrida pelo Palácio Iguaçu já começou muito antes da campanha oficial.
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