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Alcolumbre avalia acordo envolvendo anistia a Bolsonaro para se reeleger no Senado

Proposta incluiria frear impeachments de ministros do STF e discutir indulto ou anistia ao ex-presidente; objetivo seria esvaziar candidaturas da direita como a de Rogério Marinho

31/10/2026 14h58
Por: Redação
Fonte: g1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia propor um acordo político que envolve conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e abrir a discussão sobre um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi publicada na quinta-feira (29) pela jornalista Andréia Sadi, no g1.

Por trás da proposta estaria o interesse do próprio Alcolumbre: garantir a reeleição para o comando do Senado. Segundo interlocutores ouvidos pela colunista, uma aproximação com o grupo de Bolsonaro mudaria de forma significativa a situação dele na disputa pela presidência da Casa.

Marinho e Tereza Cristina na mira

O entendimento com o bolsonarismo dificultaria o lançamento de uma candidatura alternativa da direita, como a do senador Rogério Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes defendidos por uma ala da oposição para presidir o Senado.

Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo em troca uma negociação sobre dois temas caros à direita: a situação judicial de Bolsonaro e a pressão contra ministros do STF.

Publicamente, o discurso seria o da pacificação. Nos bastidores, Alcolumbre tem dito que o país precisa de um novo ambiente de diálogo entre os Poderes depois das eleições. Integrantes do próprio PL, porém, reconhecem que a negociação também atenderia aos interesses eleitorais do presidente do Senado.

Indulto x anistia

Pela Constituição, o indulto, que é o perdão da pena, é atribuição exclusiva do presidente da República. Já a anistia depende de aprovação do Congresso Nacional.

Ainda não há acordo fechado, mas a hipótese já circula nos bastidores do Senado.

Flávio rejeita “moeda de troca”

Na sexta-feira (30), em transmissão ao vivo dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado e pediu que os apoiadores pressionem os parlamentares a votar no aliado. Na mesma live, afirmou considerar inaceitável usar a liberdade de Jair Bolsonaro como instrumento de negociação política.

Na avaliação do Direita PR, a movimentação deixa claro que a anistia, bandeira defendida pela direita, corre o risco de virar ficha de barganha na disputa pelo poder em Brasília.

Com informações do g1 e da Gazeta do Povo.

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