A vitória de Sérgio Moro (PL) para o Governo do Paraná veio acompanhada de um resultado expressivo para os partidos que formaram sua base política durante a campanha. PL e NOVO elegeram juntos 26 deputados no estado, além de dois senadores, consolidando uma das maiores forças políticas de direita já formadas no Paraná.
A aliança entre as duas siglas ganhou força a partir de abril, quando Sérgio Moro deixou o União Brasil e ingressou oficialmente no PL, em movimento político realizado ao lado do senador Flávio Bolsonaro. Desde então, PL e NOVO passaram a atuar de forma integrada no projeto eleitoral paranaense.
O resultado nas urnas confirmou a força dessa estratégia.
O PL foi o principal responsável pelo tamanho da bancada. O partido elegeu 19 deputados no Paraná, sendo 14 deputados estaduais e cinco deputados federais.
Além disso, o partido elegeu Filipe Barros para o Senado, reforçando a presença do grupo no Congresso Nacional.
A votação expressiva do PL ocorreu no mesmo momento em que Sérgio Moro confirmou sua vitória na disputa pelo Palácio Iguaçu, sendo eleito governador do Paraná no primeiro turno.
O NOVO, que caminhou ao lado de Moro durante a campanha, também teve desempenho relevante.
A legenda elegeu Deltan Dallagnol para o Senado e conquistou quatro cadeiras na Câmara dos Deputados e três na Assembleia Legislativa.
Entre os eleitos está Jeffrey Chiquini, que alcançou 425.399 votos, tornando-se, segundo os números apresentados pelo grupo, o deputado federal mais votado da história do Paraná.
Com isso, PL e NOVO chegam juntos a 26 deputados eleitos, somando suas bancadas estaduais e federais, além das duas cadeiras conquistadas no Senado.
A força eleitoral do grupo não ficou restrita às duas siglas.
O Podemos, que integrou a aliança e declarou apoio a Sérgio Moro, também elegeu três deputados estaduais e dois deputados federais.
Além disso, candidatos de outras legendas que declararam apoio a Moro durante o primeiro turno também conseguiram chegar ao Legislativo.
O resultado transforma a base política construída em torno de Moro em uma força relevante para o próximo ciclo político do Paraná.
A eleição de 2026 deixa um cenário diferente no Estado. Pela primeira vez, uma articulação formada principalmente por partidos identificados com a direita consegue reunir uma bancada tão expressiva no Legislativo estadual e na representação paranaense em Brasília.
PL e NOVO, que decidiram caminhar juntos desde a entrada de Moro no Partido Liberal, saem das urnas com 26 deputados eleitos e dois senadores.
Somando ainda os eleitos pelo Podemos e outros parlamentares apoiados pelo grupo, o tamanho da bancada ligada ao projeto de Moro é ainda maior.
O resultado dá ao governador eleito uma base política robusta para iniciar o mandato e coloca o Paraná entre os estados com uma das maiores representações da direita no Congresso e na política estadual.
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